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Marcelo Massano em ambiente interno, em imagem preto e branco.

MARCELO MASSANO

Psicólogo clínico. Roteirista. Coordenador de intimidade.

Há mais de vinte anos, investigo o que uma pessoa mostra, sustenta, esconde — e o que deixa escapar.

Na clínica, no roteiro e nas cenas de intimidade, meu trabalho passa por desejo, imagem, vergonha, linguagem, corpo e limite.

CLÍNICA

Sou psicólogo clínico (CRP 59946).

Atendo adultos em psicoterapia online, com uma clínica voltada para sexualidade, desejo, culpa, vergonha, conflitos nos relacionamentos, crises de identidade e formas de sofrimento que muitas vezes não chegam com um nome claro.

Minha abordagem teórica é a esquizoanálise, criada por Gilles Deleuze e Félix Guattari. Uma clínica interessada nas forças que atravessam uma vida: família, corpo, dinheiro, trabalho, imagem, moral, medo, defesa, tesão, linguagem.

Antes de qualquer explicação pronta, me interessa entender como uma pessoa chegou a viver do modo como vive — e quanto isso ainda custa.

ROTEIRO, IMAGEM E PERSONAGEM

Em paralelo à clínica, trabalhei por mais de vinte anos como roteirista para televisão e streaming, em projetos ligados a Globo, HBO, Amazon Prime Video, MTV, Record, Band, SBT, Discovery e Multishow.

O roteiro me aproximou de uma pergunta que também atravessa a clínica: como alguém constrói um personagem para seguir vivendo?

Personagem, aqui, não é mentira.

Pode ser defesa. Estratégia. Adaptação. Armadura. Modo de sobreviver a uma família, a um tempo, a um desejo, a uma vergonha, a uma imagem que passou a exigir manutenção.

Trabalhar com narrativa afina a escuta para aquilo que se repete, para o que não fecha, para o detalhe que contradiz a versão oficial de uma vida.

Para trajetória profissional completa:

NO LIMITE

Em 2023, trabalhei como psicólogo do elenco do "No Limite - Amazônia".

Durante semanas, acompanhei um grupo em isolamento, exposição constante, privação, conflito, disputa, cansaço e pressão emocional intensa.

Esse contexto radicaliza algo que também aparece fora da televisão: quando o corpo cansa, a imagem falha, a convivência aperta e as defesas começam a perder eficiência.

Ali, o que costuma ficar administrado na vida cotidiana aparece com menos disfarce.

SEXUALIDADE, SAÚDE PÚBLICA E INTIMIDADE

Sou especialista em Sexualidade, Gênero e Saúde Reprodutiva pela UERJ.

Em paralelo à clínica, trabalhei em ONGs como psicólogo e atuei como consultor em projetos ligados ao Programa de DST/Aids do Ministério da Saúde.

Nesses contextos, corpo, desejo, risco, vergonha, sigilo e cuidado nunca foram ideias abstratas. Eram situações concretas, vividas por pessoas tentando existir sem serem reduzidas ao medo, ao diagnóstico, à moral ou ao julgamento.

 

Hoje também atuo como coordenador de intimidade em produções de TV e streaming. É um trabalho voltado a cenas de nudez, sexo simulado e alta vulnerabilidade emocional, com atenção a consentimento, limite, exposição e segurança.

 

Na clínica, esse princípio permanece: ninguém deveria atravessar o próprio limite para caber numa cena, numa relação, numa família, numa fantasia ou numa vida.

Para coordenação de intimidade:

FORMAÇÃO

Psicólogo pela UNESP.

Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP.

Especialista em Sexualidade, Gênero e Saúde Reprodutiva pela UERJ.

UM MODO DE ESCUTAR

Minha clínica não separa sofrimento de contexto.

 

O que alguém sente passa pela família, pelo corpo, pelo dinheiro, pela sexualidade, pelo gênero, pela imagem que precisou sustentar — e pelos papéis que aprendeu a representar.

 

Essa trajetória me deu uma escuta atenta ao que aparece — e também ao que foi montado para não aparecer.

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