CRP 06/59946
ESQUIZOANÁLISE

“Escutar o desejo onde ele foi silenciado e criar espaço para novas formas de viver.”
O QUE É ESQUIZOANÁLISE
Na esquizoanálise, o desejo não é falta nem carência: é uma energia criadora.
Não se trata de querer o que você não tem, mas de perceber a força que já atua na sua vida - mesmo quando parece travada.
O trabalho clínico consiste em identificar onde o desejo foi bloqueado, e devolver-lhe movimento, para que você possa abrir passagens e experimentar novos modos de existir.
O NOME E O QUE ELE NÃO SIGNIFICA
O termo esquizoanálise foi criado pelos filósofos Gilles Deleuze e Félix Guattari, nos anos 1970.
Eles se inspiraram na palavra esquizofrenia não como diagnóstico, mas como metáfora de ruptura:
- esquizo significa quebrar estruturas rígidas;
- análise é investigar como o desejo se organiza no cotidiano.
Ou seja: não se trata de um tratamento para esquizofrenia clínica, mas uma forma de explorar o desejo como potência criadora - desmontando padrões que aprisionam e abrindo espaço para experiências inéditas.
COMO APARECE NA SESSÃO
Na prática, a sessão acontece como em qualquer psicoterapia: você fala sobre o que está vivendo agora.
A diferença é que, além de olhar para sintomas, observamos:
- como sua vida está organizada (relações, rotina, corpo, trabalho);
- quais repetições mantêm o sofrimento;
- onde estão as brechas por onde pode emergir algo novo.
Não há roteiro pré-definido. O processo se constrói junto, passo a passo.
O QUE NÃO É
- Não é tratamento para esquizofrenia.
- Não é manual de conduta ou lista de tarefas.
- Não substitui cuidados médicos: quando necessário, trabalhamos em parceria com outros profissionais (sempre com seu consentimento).
PARA QUEM FAZ SENTIDO
- Para quem sente que está preso em papéis que já não servem.
- Para quem busca compreender o que pesa sem se reduzir a um diagnóstico.
- Para quem deseja explorar novas maneiras de viver, se relacionar e criar sua própria história.
PERGUNTAS QUE NOS GUIAM
- O que me impede de ser quem sou — ou de descobrir quem posso ser?
- Que padrões sigo sem perceber, e que me mantêm preso?
- Que pressões moldam minha vida sem que eu note?
- Quantos caminhos de mim mesmo ainda posso experimentar?
- Onde está meu desejo — e como deixá-lo atuar de novo?



